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Safadão rebate críticas sobre cachês pagos por prefeituras: “Ninguém está cometendo um crime”

O cantor Wesley Safadão reagiu publicamente às críticas que recebeu sobre os cachês pagos por prefeituras por suas apresentações, em entrevista concedida nos bastidores de um evento em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Na última semana, a Justiça do Ceará havia determinado que Renan Santos, um dos fundadores do MBL e pré-candidato à presidência da República pelo partido Missão, apagasse das redes sociais conteúdos em que chama o artista de “novo ícone da corrupção”.

“Eu sempre digo o seguinte: a gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho”, afirmou Safadão, que receberá R$ 1,5 milhão para cantar no São João de Caruaru em 2026. Sobre os valores cobrados, o cantor explicou: “Já ouvi perguntarem como é que um show sobe, de um ano para o outro, mais de 10%? Eu sempre digo que não existe artista caro, existem os artistas que não se pagam”.

A decisão judicial favorável ao artista foi obtida na segunda-feira (27/04), em uma ação movida por calúnia, difamação e injúria. Renan Santos havia afirmado que Safadão “lidera um esquema bizarro que explora prefeituras pobres no Nordeste” e que, entre 2024 e 2025, o cantor fez mais de 50 contratos com o setor público, totalizando cerca de R$ 52 milhões. O artista rebateu: “Ninguém está colocando a faca no pescoço de ninguém para nos contratar. Eu sei o tempo de carreira, o tempo de trabalho que eu tenho, e estou muito feliz. Só tenho a agradecer”.