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EUA são melhor opção que China para América Latina, diz porta-voz à CNN

A porta-voz do Departamento de Estado do governo Trump, Amanda Roberson, afirmou que entre a China e os Estados Unidos a melhor opção para os países da América Latina é trabalhar com os americanos.

Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, ela disse que cada país tem autonomia para definir suas parcerias, mas defendeu que a aproximação com Washington podem trazer mais vantagens. “Cada país vai decidir com quem vai trabalhar, mas acreditamos que a melhor opção entre China e Estados Unidos claramente é trabalhar com os Estados Unidos”, afirmou.

A afirmação ocorreu após a CNN questionar se a estratégia do governo de Donald Trump para a América Latina, conhecida como Doutrina Donroe, visa ampliar a influência americana especificamente sobre o Brasil.

Amanda respondeu que Washington busca mais acordos com os países da região e disse que as prioridades do país são a segurança, prosperidade e paz.

“Os Estados Unidos estão focando nesta região numa agenda de prosperidade, de segurança e de paz. Então queremos que os diferentes países na região trabalhem, fazem mais acordos com os Estados Unidos”, disse a porta-voz.

Mesmo sem a pergunta sobre a doutrina Donroe citar a China, a porta-voz evocou o país e disse que os Estados Unidos oferecem oportunidades que beneficiam as populações locais no longo prazo, com geração de empregos e respeito às normas trabalhistas.

“Obviamente, a China é uma opção e os países podem decidir com quem vão trabalhar. Mas os Estados Unidos oferecem oportunidades que podem beneficiar a longo prazo as suas populações, criando empregos locais e também respeitando as normas trabalhistas”, disse.

Ação militar no Brasil

Na mesma entrevista, a CNN questionou se os Estados Unidos considerariam repetir as ações militares realizadas na Venezuela em outros países, como Cuba, que vem sendo amplamente citada pelo secretário de Estado Marco Rubio, ou até mesmo o Brasil.

A porta-voz não respondeu à parte da pergunta sobre o Brasil e se ateve à Cuba e Venezuela. Ela disse que Washington deseja uma “Cuba livre” e mantém contato com os líderes interinos de Caracas para buscar estabilidade e prosperidade no país.

Questionada novamente sobre uma possível operação militar em Cuba, Amanda não descartou a possibilidade e disse que “é impossível saber o que poderia acontecer ou não no futuro”.

CNNBrasil