Allyson supera 50% dos votos válidos, mas disputa pelo Governo do RN segue aberta

A poucos dias das eleições, a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte chega à reta final com uma questão em aberto: haverá ou não segundo turno? Os números da pesquisa Metadata/Grupo Dial, divulgada no dia 25 de setembro e realizada com entrevistas entre os dias 21 e 23, colocam Allyson Bezerra (União Brasil) acima da marca necessária para vencer já no próximo domingo (4), mas a distância em relação ao limite de 50% dos votos válidos ainda é estreita.
No cenário estimulado, Allyson aparece com 43,25% das intenções de voto. Quando são considerados apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, o percentual do candidato chega a 51,2%. Cadu de Lula (PT) tem 26,4% dos válidos, enquanto Álvaro Dias (PL) registra 20,6%. Os demais candidatos, somados, chegam a 1,9%.
Pelas regras eleitorais, é eleito governador no primeiro turno o candidato que alcançar a maioria absoluta dos votos válidos, sem considerar votos em branco e nulos. Caso ninguém atinja essa marca, os dois mais votados disputam o segundo turno.
Distância para a linha de corte é pequena
Embora Allyson apareça numericamente acima dos 50%, o cenário exige cautela na interpretação. Os adversários somados representam 48,8% dos votos válidos, deixando o candidato do União Brasil apenas 1,2 ponto percentual acima da linha de corte para uma definição no primeiro turno.
Na prática, o levantamento mostra que a possibilidade de encerramento da disputa no domingo está colocada, mas não permite afirmar antecipadamente que isso ocorrerá.
Um dos elementos que tornam o cenário mais aberto é o contingente de eleitores que ainda não definiu o voto. Na pesquisa, 8,6% não souberam responder, enquanto outros 6,9% declararam intenção de votar em branco ou nulo.
A movimentação dessa parcela do eleitorado até a votação pode alterar a composição dos votos válidos e, consequentemente, definir se haverá ou não necessidade de uma segunda etapa da eleição.
Rejeição é outro dado acompanhado na reta final
O estudo elaborado a partir dos números da Metadata também chama atenção para a rejeição dos três principais candidatos. Allyson registra 8,7%, ante 21,5% de Álvaro Dias e 21,2% de Cadu de Lula.
O indicador ajuda a dimensionar o espaço disponível para movimentação das candidaturas nos últimos dias, mas isoladamente não determina como os eleitores ainda indecisos se comportarão na urna.
Outro dado observado é o voto espontâneo. Sem que os nomes dos candidatos sejam apresentados ao entrevistado, Allyson é citado por 25,7%. Segundo a análise da Metadata, 58% dos eleitores que escolhem o candidato na pesquisa estimulada também mencionam seu nome espontaneamente, proporção semelhante à registrada pelos adversários.
Cenário varia entre as regiões
A distribuição territorial dos votos também ajuda a explicar a configuração da disputa.
De acordo com o estudo, a amostra da pesquisa acompanha a distribuição do eleitorado potiguar por mesorregião, com aproximadamente 45% no Leste, 27% no Oeste, 15% no Agreste e 12% na região Central. A análise aponta que uma eventual reponderação regional praticamente não modifica o percentual de Allyson entre os votos válidos.
No Oeste, Allyson alcança cerca de 60% dos votos válidos. Já na região Central, registra aproximadamente 35%, área em que Cadu e Álvaro apresentam maior capacidade de contenção do adversário que lidera o levantamento.


