Paula Mattos fala sobre ser excluída no feminejo: “É como se eu não existisse”

A cantora Paula Mattos abriu seu coração durante participação no programa Tem Base Podcast, onde falou sobre sua trajetória no sertanejo e destacou o período de ascensão do feminejo, movimento que ampliou a visibilidade das mulheres dentro do gênero musical.
“Eu fiz parte desse momento [do início do ‘feminejo’] e, para muitos artistas, inclusive mulheres, é como se eu não existisse. Lembro de uma matéria que tinha eu, Maiara, Maraisa e Marília na capa: as mulheres abrindo o movimento”, contou. Apesar da mágoa por se sentir deixada de lado, a artista garantiu que hoje vive uma fase tranquila. “Eu fiquei chateada por um bom tempo, mas hoje estou em um momento maravilhoso, estou em um escritório incrível. […] Mas teve essa questão, de resto foi tudo bom”, acrescentou.
Paula também comentou sobre os bastidores do sertanejo feminino, sem expor nomes ou situações específicas, mas admitiu que presenciou disputas de ego. “Até hoje não sei de fato o motivo disso, mas infelizmente muitos artistas têm o ego muito grande, de não citar, não falar, não incluir. Tem muita coisa que aconteceu, nem posso relatar aqui, mas tem esse fato”, declarou.
Além disso, a cantora compartilhou que enfrentou obstáculos com alguns escritórios de música, o que prejudicou parte de seus projetos. Segundo ela, mesmo com agenda definida, os compromissos acabavam sendo cancelados. “Tive problemas com alguns escritórios, de gravar projeto, entrar no escritório… Fizeram grandes trabalhos, mas entrei com agenda com 12, 14 datas e as datas foram caindo… Não sei se era porque tinha muito artista pra focar, insistir. Aí saímos [do escritório]”, finalizou.
Fonte: Bnews


