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Fátima Bezerra desiste de disputar o Senado e permanece no governo do RN

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), desistiu de concorrer ao Senado nas eleições deste ano e anunciou que permanecerá no cargo até o final do mandato. Em carta publicada nas redes sociais nesta terça-feira 17, ela explicou que sua candidatura ficou inviabilizada após o rompimento com o vice-governador, Walter Alves (MDB).

O emedebista havia concordado em substitui-la no cargo após seu afastamento para a disputa eleitoral deste ano, mas desistiu da ideia no início do ano – uma decisão que, segundo Fátima, atende aos “interesses de uma velha elite que nunca aceitou um RN governado pelo povo”.

“São escolhas e motivações que o tempo há de esclarecer e que impediram de assumir a tarefa mais honrosa que um cidadão pode ter: governar o Estado”, escreveu a governadora. Como não pode tentar mais um mandato, a petista apoiará a candidatura de Cadu Xavier, seu secretário da Fazenda, para sucedê-la. “Não há cargo no Senado que valha minha coerência, meus valores, minha honradez e meu compromisso com o Rio Grande do Norte”.

De acordo com aliados, o recuo na tentativa de voltar ao Senado – onde Fátima exerceu mandato até 2019 – teria atendido a pedido do presidente Lula, com quem a governadora teve um encontro na segunda-feira.

O mandatário, conforme esses relatos, manifestou preocupação diante do risco de o PT não conseguir eleger o sucessor em uma eventual eleição indireta na Assembleia Legislativa, que aconteceria se fosse confirmada também a renúncia do vice-governador, que deve deixar o cargo para tentar uma candidatura como deputado estadual. A sigla de Lula tem apenas oito integrantes na Casa e precisaria de ao menos 13 votos para emplacar um nome no mandato tampão.

Neste cenário, o chefe do Palácio do Planalto recomendou a Fátima que priorizasse a campanha do seu sucessor, ajudando na montagem da chapa. Nas palavras de uma pessoa próxima à governadora, Lula teria sinalizado que ela poderia ser contemplada em um eventual quarto mandato presidencial.

Sem a gestora potiguar, o partido cogita ao menos três uma das vagas ao Senado da chapa petista: as vereadoras de Natal Samanda Alves e Thabatta Pimenta ou a deputada federal Natália Bonavides. Para o segundo posto ventila-se o nome do ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates (PDT).